Qumram e os Manuscritos do Mar Morto

Qumran e os manuscritos do Mar Morto

QumranKhirbet Qumran, “ruína da mancha cinzenta”.
É um sítio  arqueológico localizado na Cisjordania, a uma milha da margem noroeste do Mar Morto, a 12 km de  Jericó e a cerca de 22 quilômetros a leste de Jerusalém.
Está situado numa fissura do Mar Morto entre dois barrancos profundos, em uma área onde atividades tectônicas são freqüentes e a precipitação média anual é muito baixa.
Um dos passeios dos peregrinos é passar por Qumram e lá aprendemos uma interessante história sobre os essênios. Os essênios eram um povo de grnade conhecimento, originário do Egito, que formavam um grupo de judeus em Qumram, às margens do Mar Morto.



O meio ambiente do deserto é árduo e muito difícil para o cultivo, afinal, fica no meio do deserto.
Porém,  foi exatamente este  clima árido e a inacessibilidade do local que contribuiu significativamente para preservação de estruturas e de materiais arqueológicos encontrados na região.
Lá há aproximadamente 330 dias de sol por ano e praticamente não há precipitações. O ar é tão seco e quente que a água das evaporações seca imediatamente no ar, criando uma névoa e resultando num cheiro de enxofre.
Foi exatamente neste lugar que em  1947 foram encontrados numa gruta às margens do Mar Morto, os primeiros manuscritos antigos, fazendo este lugar tornar-se célebre na História do povo judeu.
Um jovem beduíno de um grupo de pastores que cuidava de um rebanho de ovelhas, deparou-se com estas preciosidades.... os Manuscritos. Encontrou vários jarros cerâmicos contendo os rolos de papiro.
Inicialmente os pastores tentaram sem sucesso vender o material em Belém.      
Mais tarde, foram finalmente vendidos para Athanasius Samuel, bispo do   mosteiro ortodoxo sírio São Marcos e para Eleazar Sukenik da Universidade Hebraica de Jerusalém, em dois lotes distintos.                                                                                                       A autenticidade dos documentos foi atestada em 1948. Em 1954, o governo israelense, que já havia comprado o lote de Sukenik, comprou através de um representante, os documentos em posse do bispo, por 250 mil dólares     

     

A notícia do achado espalhou-se rapidamente após a venda e aquisição dos primeiros manuscritos. De imediato a comunidade científica interessou-se pelo achado.
A “École Biblique et Archéologique Française de Jerusalém desenvolveu pesquisas em Qumran e arredores, desde o final da década de 40 até 1956.
Aproximadamente 930 fragmentos de manuscritos hebraicos, aramaicos e gregos foram encontrados em onze cavernas em Qumran, datando de 250 A.C. ao século I da Era Cristã.

Os Manuscritos do Mar Morto são uma coleção de centenas de textos e fragmentos de textos encontrados nas grutas de QUMRAM durante a década de 1950                                                                                                                                   Foram compilados por uma doutrina de judeus conhecida como Essênios, que viveram em Qumran do século II a.C. até aproximadamente o ano 70     Porções de toda a Bíblia Hebraica  foram encontradas.
Os manuscritos incluem também Livros apócrifos (o que é mantido escondido) e livros de regras da própria seita.                                                              
 Os Manuscritos do Mar Morto são de longe a versão mais antiga do texto bíblico, datando de mil anos antes do que o texto original da Bíblia Hebraica,    
 usado pelos judeus atualmente.                                                                                 
.Hoje estão guardados no Santuário do livro no Museu de Israel, em Jerusalém


Estivemos lá também. E foi muito bacana ter conhecido este local ao vivo e em   cores, acompanhados de um guia bárbaro que nos explicou muitos episódios interessantes da história. Outra parte dos manuscritos, encontrada nas últimas dez cavernas, estava no Museu Arqueológico da Palestina, em posse do governo da Jordânia, que então controlava o território de Qumram. O governo jordaniano autorizou apenas oito pesquisadores a trabalharem nos manuscritos. Em 1967, com a Guerra dos Seis Dias, Israel apropriou-se do acervo do museu, porém, mesmo com a entrada de pesquisadores judeus, o avanço nas pesquisas não foi significativo. Apenas em 1991, com a quebra de sigilo por parte da Biblioteca Hutington em relação aos microfilmes que Israel havia enviado para algumas instituições pelo mundo, um número maior de pesquisadores passou a ter acesso aos documentos, permitindo, enfim, que as pesquisas avançassem significativamente
Antes da descoberta dos Rolos do Mar Morto, os manuscritos mais antigos das Escrituras Hebraicas datavam da época do nono e do décimo século da era cristã. Havia muitas dúvidas sobre a confiabilidade dessas cópias.
Mas o Professor Julio Trebolle Barrera, membro da equipe internacional de editores dos Rolos do Mar Morto, declarou: "O Rolo de Isaías [de Qumran] fornece prova irrefutável de que a transmissão do texto bíblico, durante um período de mais de mil anos pelas mãos de copistas judeus, foi extremamente fiel e cuidadosa."
O rolo mencionado por Barrera trata-se de uma peça com 7 metros de comprimento, em aramaico, contendo o inteiro livro de Isaías.
Diferentemente deste rolo, a maioria deles é constituída apenas por fragmentos, com menos de um décimo de qualquer dos livros.
Os livros bíblicos mais populares em Qumran eram os Salmos (36 exemplares), Deuteronômio (29 exemplares) e Isaías (21 exemplares).
A seita de Qumran tinha tradições diferentes daquelas dos fariseus e dos saduceus.
Os Rolos do Mar Morto ajudam até certo ponto a compreender o contexto da vida judaica no tempo em que Jesus pregava.
Fornecem informações comparativas para o estudo do hebraico antigo e do texto da Bíblia. Mas o texto de muitos dos Rolos do Mar Morto ainda exige uma análise mais profunda.

Autoria...

Como eles viviam?...

A autoria dos documentos é até hoje desconhecida. Com base em referências cruzadas com outros documentos históricos, ela é atribuída aos essênios, uma seita judaica que viveu na região da descoberta e guarda semelhanças com as práticas identificadas nos textos encontradas. O termo "essênio", no entanto, não é encontrado nenhuma vez em nenhum dos manuscritos.
O que se sabe é que a comunidade de Qumram era formada provavelmente por homens, que viviam voluntariamente no deserto, em uma rotina de rigorosos hábitos, opunham-se à religiosidade sacerdotal e esperavam a vinda de um messias.
Eles seguiam um ritual, todos os dias antes de escreverem. Faziam dois banhos de purificação por dia para depois começarem seu trabalho.
As águas dos banhos vinham uma vez por ano das chuvas que aconteciam em Jerusalém e descima para o deserto. Eles armazenavam a água para poderem utilizá-la ao longo do ano.
Os essênios que viviam em comunidades isoladas, tinham conceitos muito diferentes dos das outras seitas judaicas (saduceus e fariseus) sobre a Lei de Moisés.
Preocupavam-se em especial com a purificação pessoal, eram geralmente celibatários e vestígios encontrados nas cavernas de Qumran indicam que se vestiam apenas com túnicas brancas e acessórios simples.
Havia uma interpretação muito rígida da guarda do sábado, pois segundo suas regras, até fazer suas necessidades fisiológicas era considerado violação ao sábado. A seita dos essênios mantinha uma estrita postura com o sábado devido a lei de Moisés estar vigente durante aquele período.
Para esconderem e protegerem seus manuscritos, eles construíram fornos de pedras onde queimavam os vasos de barro que faziam.
E assim eles viveram por muitos anos, deixando sua marca na  história da humanidade.



































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