SIMCHÁ TORÁ- MAIS UMA FESTA JUDAICA PARA VOCÊ CONHECER!!!

Mais uma das lembranças que guardo em minha memória e no coração era essa festa de  Simcha Torah.




Meus avós maternos moravam na Lapa, um bairro na zona oeste de São Paulo.
 Nesta época meu avô nos levava a uma Sinagoga que tinha não muito longe da casa dele.
Lembro como se fosse hoje...
Íamos todos, meus avós, meus pais, eu e meus irmãos. 
Lembro muito bem daquela sinagoga.
 Era pequena, porém muito familiar.
Era a sinagoga que meu avô querido frequentava.
Bons tempos...
Íamos com roupa de festa e as imagens que ficaram marcadas para mim eram as das bandeirinhas de Israel que ganhávamos com uma maça e uma velinha acesa. 
Eu achava aquilo o máximo!!!
Era uma festa só, ver todos dançando e alegres com a Torá nas mãos.



A festa de Simchat Tora não é citada diretamente na Tora ou no Talmud.
 Esta festa teve início na Galut (exílio), na Babilônia, por volta do ano 1000 e está ligada ao costume local dos judeus de, a cada ano, terminar, nesta época, a leitura da Tora - o Pentateuco de Moisés.
 Naqueles dias, terminava-se de ler a Tora a cada três anos, ou três anos e meio.
Somente depois que o costume de se ler a Tora espalhou-se pela Babilônia e foi aceito pelas comunidades judaicas em Israel e fora dela, a festa de Simchat Tora foi aceita por todo o povo de Israel.
 O oitavo dia de Sukot (Festa das cabanas) é conhecido pelo nome de Simchat Tora (comemorada no dia 23 de tishrei).
 Já não pertence à festa de Sukot, porém é uma continuação desta.
Já não vigora a determinação de morar na suka; porém, esta continua armada, pois é determinado na Bíblia como dia de repouso e, portanto, não se pode desarmá-la já que isto seria trabalho.
O aspecto religioso desde tempos muito antigos é costume ler, a cada sábado nas sinagogas pela manhã, uma parte da Tora, texto este que é chamado de parashat hashavua (parábola da semana).
A Tora começa em Bereshit3, cap.1, com o relato da criação do mundo. Termina, em Dvarim 4 cap. 34, no qual se relata a morte de Moisés.
Pois é na festa de Simchat Tora que se completa toda a leitura da Tora e, imediatamente, inicia-se de novo a leitura desta.
É considerada uma grande honra entre os judeus acabar a leitura da Tora ou iniciá-la.
Em Simchat Tora, os rolos sagrados são retirados do Aron Hakodesh (armário onde elas ficam guardadas).
São dadas sete voltas, as hakafot, pela sinagoga e, com muita emoção, as Torot(rolos sagrados) são carregadas em meio a cantos e danças.
 No dia de Simchat Tora, todos são igualados, os mais sábios e os menos sábios, tendo todos a possibilidade de segurar e dançar com a Tora. Só homens a partir do Bar Mitzva são chamados para fazer a bracha (reza) da Tora.
No dia de Simchat Tora, todas as crianças se unem em volta da bima (púlpito onde se fica de pé, e se reza, no centro da sinagoga), bem próximas do local onde se faz a leitura da Tora, são cobertas com um grande talit e, juntas, fazem a bracha da última parasha da Tora.
 Em Simchat Tora, lêem-se as últimas palavras da Tora. Sem parar, volta-se ao começo e lê-se as primeiras palavras da Tora. Essa continuidade é uma forma de demonstrar que os judeus nunca param de estudá-la. A última palavra da Tora é Israel e a primeira, Bereshit, que significa “no princípio”.
Se unirmos a última letra de Israel e a primeira letra da palavra Bereshit, formaremos a palavra Lev, que significa coração.
 Em Israel, a festa de Simchat Tora é comemorada em Shmini Atzeret. Milhares de judeus vão ao Kotel Hamaaravi, o Muro das Lamentações  para seguir cantando e dançando com os rolos da Tora nos braços, o mesmo acontecendo em todas as sinagogas do mundo.
 O Nome da festa Simchat Tora significa  A alegria da Tora; onde simcha é alegria e Tora, Bíblia Judaica.




A Tora é composta por cinco livros: Bereshit, Shmot, Vaikra, Bamidbar, Dvarim.





É escrita em pergaminho por um sofer stam (escriba).
Possui alguns adornos, como keter Tora - coroa da Tora, iad - um ponteiro de prata em forma de mão que serve para ajudar na leitura, e meil - capa para a Tora.





Em Simchat Tora, costumam-se distribuir bandeirolas de Israel, Torot pequenas e doces para as crianças.
 Em algumas sinagogas, como naquela que eu e minha família íamos, costuma-se colocar uma maçã na ponta da bandeira e, em cima desta, uma vela acesa.


Simbologia da festa


União e igualdade de direitos são temas-chave de Shemini Atsêret e Simchat Torá, datas nas quais nos alegramos com a Torá.
A melhor maneira de celebrar Simchat Torá seria dedicar os dois dias à leitura da Torá. Mas é justamente o contrário que ocorre. Todos os judeus, sem exceção, pegam a Torá fechada e dançam com ela nos braços.

O ato encerra uma grande lição: se os festejos fossem realizados com a Torá aberta, com sua leitura, haveria distinções entre um judeu e outro, pois a compreensão e o conhecimento de cada um são diferentes. 
Com a Torá fechada, mostramos a união e a igualdade de todos os judeus, unidos pela mesma alegria. O texto não é lido, mas todos sabem que é algo precioso e, por isso, dançam juntos e em total alegria.
Chag sameach (feliz festa)!!!!Muitas alegrias para você!!!
Fontes: Aish, Beit Chabad, Wikipédia

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