Ingeborg Syllm-Rapoport - um exemplo de vida!!!

A gente não se dá conta do tempo que a gente perde pensando em bobagens,  sentindo  ansiedades por coisas que não são tão importantes.
Quando vi essa reportagem, resolvi compartilhar, pois é um exemplo que todos deveriam seguir.
A idade está dentro de nossas cabeças.
Os obstáculos que aparecem precisam ser administrados de uma forma mais saudável e leve.
Esta senhora sofreu os horrores da guerra.
Aos 102 anos, Ingeborg Syllm-Rapoport recebeu oficialmente o seu diploma de doutorado, em Hamburgo, Alemanha. Em 1938, a pediatra fora impedida pelos nazistas de receber o título em virtude de suas origens judaicas.
“Isto é um sinal de esperança por um novo espírito humanístico”, declarou Rapoport.
“Estou contente que isso tenha acontecido na minha velha cidade de Hamburgo”, acrescentou a médica alemã.
Em comunicado, a clínica universitária de Hamburgo estima que a pediatra seja “provavelmente a mais velha do mundo” a obter este diploma, com 77 anos de atraso.
Nascida em 1912, Rapoport trabalhava como médica-assistente em um hospital israelita em Hamburgo em 1938, quando redigia sua tese de doutorado sobre difteria. 




Na  época, no entanto, ela não pode defender seu trabalho por conta de uma lei racial e antissemita em vigor.
Com a onda de assassinatos em massa e perseguições a judeus no país, a pediatra partiu para os Estados Unidos, onde viveu por décadas. Nos anos 1960 ela voltou à Alemanha, onde vive em Berlim. Recentemente, a universidade de Hamburgo ofereceu a ela uma oportunidade de defender a sua tese para obter, enfim, o título.
“Após quase 80 anos, nós enfim conseguimos restaurar um pouco de justiça, o que nos enche de satisfação”, afirmou o presidente do conselho de administração do Centro Médico da Universidade de Hamburg-Eppendorg à AFP.
Vida pessoal...
Rapoport nasceu como Ingeborg Syllm em setembro de 1912, em Kribi, Camarões, uma colônia alemã nesta época. 
Pouco depois de seu nascimento, a família mudou-se para Hamburgo, Alemanha, onde ela cresceu. Seu pai era protestante e sua mãe judia. Ela foi criada como protestante.
Em 1938, Rapoport era uma estudante de doutorado na Universidade de Hamburgo na Alemanha Nazista.  Ela se  inspirou  para estudar medicina pela obra de Albert Schweitzer.  Ela escreveu uma tese de doutorado sobre a difteria e apresentou em 1938.  Como  ela foi categorizada como um "judeu Mischling" (meio judia) pelos nazistas, ela não foi autorizada a realizar a sua defesa de tese e lhe foi negado o doutorado.
 Seu orientador de tese, Rudolf Degkwitz, era um membro do Partido Nacional Socialista. No entanto, ele foi preso por sua oposição à eutanásia, programa estimulado pelo Dean que era um nazista fanático.
Rapoport imigrou para os Estados Unidos em 1938.  Ela estudou em escolas médicas no Brooklin - Nova york, Baltimore e Akron - Ohio. Ela completou sua pós-graduação na Faculdade de Medicina da Mulher da Pensilvânia (absorvida pela Drexel University) na Filadélfia.

Ela trabalhou como  neonatologista em Cincinnati, Ohio. Ela passou a se tornar o chefe do departamento de pediatria, tornando-se primeira pessoa na Europa a realizar uma cadeira na medicina neonatal.

Quando o Comitê de Atividades Antiamericanas, percebeu que Rapoport e seu marido eram comunistas e que distribuíam cópias do Daily Worker em bairros desfavorecidos de Cincinnati, em 1950, eles se mudaram de volta para a Europa: primeiro a Viena e depois para a comunista  Alemanha Ocidental. 
Mais tarde, Rapoport estabeleceu a primeira clínica de neonatologia na Alemanha, na Charité, um hospital em Berlim. Rapoport publicou um livro de memórias em 1997. 
Setenta e sete anos mais tarde, depois de apresentar sua tese de doutorado, de Maio de 2015, ela foi finalmente autorizada a defendê-la perante um comitê do corpo docente da Universidade de Hamburgo, e a ela foi concedido um doutorado aos 102 de idade. 
 Ela é a pessoa mais velha a receber um doutorado. 

Ela era casada com Samuel Mitja Rapoport, a quem ela conheceu em Cincinnati. 
Eles tiveram quatro filhos. 
Viúva desde 2004, ela vive em Berlim, Alemanha. 




Um exemplo de força!!

E a velha máxima do antes tarde  que jamais se aplica a esta senhora que é um  exemplo de vida.
Enfim... foi reconhecida e pode realizar seu sonho.

Fontes: Wikipédia, Internet, BBC News

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