SHAVUOT.... MAIS UMA FESTA DO POVO DE ISRAEL

Apesar do povo judaico ter muitas histórias tristes em seu percurso, tem também muitas festas que são comemoradas com toda intensidade e emoção. Em Israel a gente vive isso bem de perto e essa é uma das características que faz o morar nesse país, ser diferente do morar em qualquer outro lugar do mundo.
Agora comemoramos Shavuot. Em hebraico significa semanas e também juramentos.

Com a outorga da Torá, o povo judeu e Deus formaram  um  pacto de nunca abandonar um ao outro.
Shavuot celebra a descida de Moisés no Monte Sinai e sua apresentação para os povos de Israel da Torá (os livros do Pentateuco) e as duas tábuas em que foram gravados os Dez Mandamentos.  A ênfase em Shavuot é ao receber a Torá  aceitar as revelações contidas dentro dela. Essa aceitação é um compromisso de obedecer as leis dadas por Moisés.
A festa das semanas, é uma das três festas de peregrinação, assim como Pessach (páscoa judaica ) e Sucot (a festa das cabanas).
Nessas festas o povo judeu ia a Jerusalém na antiguidade quando o Templo Sagrado estava lá e ofereciam animais e cereais em sacrifício.
Shavuot é também chamada de Festa das colheitas, comemorando o costume de se trazer oferendas ao Templo Sagrado, advindo das primeiras frutas e os primeiros animais nascidos do rebanho.
Este aspecto agrícola foi mantido mesmo depois da destruição do Templo Sagrado e entre os símbolos da festividade, estão as sete espécies com as quais a Terra de Israel é abençoada: trigo, cevada, uvas, figos, romãs, azeitonas e tâmaras.
Sendo também a festa da outorga da torá, de acordo com a tradição foi neste dia que a Torá foi dada ao povo judeu no Monte Sinai. Durante o período em que a maioria do povo judeu estava na diáspora e não tinham como celebrar Shavuot como uma festa agrícola, as tradições religiosas tiveram prioridade.
Ao estabelecerem os assentamentos em Israel, os novos agricultores restabeleceram o aspecto agrícola da festa como foco principal e uma rica tradição se desenvolveram em torno das cerimônias que comemoram a entrega da Torá.
Deus promete a Moisés nesta passagem da Torá, que ele guiará o povo de Israel até a terra prometida, terra esta que emana leite e mel. 
Existem várias explicações para isso, mas baseados nesta promessa, em Israel é costume comer neste dia comidas à base de laticínios. 
Em muitos kibutzim se fazem cerimônias e desfiles, mostrando os produtos cultivados no kibutz. 
Um dos costumes da festa de Shavuot é ler a Meguilat Ruth, uma das cinco Meguilot que estão entre os vinte e quatro livros do Tanach (Bíblia).
A leitura deste livro é feita nas sinagogas e é acompanhada por canções litúrgicas ligadas aos preceitos da Torá.
Ele conta a história de Ruth, uma princesa não judia da terra de Moab. Ruth se casou com um judeu que escapou para Moab para fugir da fome na Terra de Israel. Quando o marido de Ruth faleceu, junto com o seu cunhado e sogro, a sua sogra Naomi, empobrecida e desolada, decidiu voltar a Israel, e Ruth abandonou toda a sua criação e a sua terra natal para se converter ao Judaísmo e acompanhar Naomi na sua volta para Israel. Em Israel, Ruth e Naomi não tinham um tostão furado e Ruth colhia grãos do campo de um parente rico chamado Boaz, junto com  outros pobres que eram sustentados pela sua caridade. No final, Boaz se casou com Ruth, e eles se tornaram os ascendentes da dinastia de David, a última monarquia do povo judeu.

Um dos costumes de Shavuot é “virar a noite” no primeiro dia da festa. Pelo mundo afora, muitos  judeus se reúnem nas suas sinagogas e passam toda a noite imersos no estudo de Torá até o amanhecer, quando eles realizam uma reza matinal cedo.
É costume se decorar as sinagogas e as casas com flores. Aqui em Israel vimos várias pessoas vendendo flores nas ruas e estradas. Também algumas mulheres colocam coroas de flores enfeitando seus cabelos.
Porque comer somente laticínios e derivados de leite?
Com a entrega da Torá os judeus ficaram obrigados a observar as leis da cashrut. Como a Torpa foi entregue num shabat, nenhum gado podia ser abatido, nem utensílios poderiam ser casherizados e, assim, naquele dia eles comeram apenas laticínios.
A Torá é comparada ao leite nutritivo. 
Leite em hebraico é chalav ( lê-se ralav). Quando são adicionados os valôres numéricos de cada uma das letras desta palavra, dá o total de 40 e 40 é o número de dias que Moisés passou no Monte sinai ao receber a Torá.
Amanhã é feriado em Israel. As famílias e amigos costumam unir-se e comerem alimentos com receitas de derivados do leite.
Esta semana os supermercados venderam bolos de queijos e muitos ingredientes em promoção para receitas à base de laticínios.


 



Nesta festa três atitudes importantes são ressaltadas:
Intensificar o estudo da Torá, aperfeiçoar as nossas características positivas e promover a união entre os judeus ao realizar atos de bondade para os outros.
E vamos então comemorar mais uma festa judaica!!!!!

Chag sameach!!!!! 


                                                            שיבולת בשדה 
כורעה ברוח 
מעומס גרעינים כי רב. 
ובמרחב הרים 
יום כבר יפוח 
השמש כתם וזהב. 

עורו הוי עורו 
שורו בני כפרים 
קמה הן בשלה כבר 
על פני הכרים 
קיצרו שילחו מגל 
עת ראשית הקציר 

שדה שעורים תמה 
זר חג עוטרת, 
שפע יבול וברכה. 
לקראת בוא הקוצרים 
בזוהר מזהרת, 
חרש לעומר מחכה. 

הבו הניפו 
נירו לכם ניר 
חג לקמה, 
עת ראשית קציר. 
קיצרו, שילחו מגל 
עת ראשית הקציר


               O talo no campo                

Se curva no vento
Do peso dos grãos, pois são muitos
                                   E ao longe montanhas                                      
O dia já soprará
O sol laranja e dourado

Levantem-se ai levantem-se
Vejam, camponeses
Os grãos de pé já estão prontos
Sobre o campo
Colham, lancem o foice
É o momento do começo da colheita

O campo de cevada surpreso
Um buquê de festa, coroa de flores
Fartura, safra e benção
Na preparação à chegada dos colhedores
Com brilho se ilumina
Silenciosamente o feixe espera

Vamos, levantem [algo]
Arem para vocês o campo
Festa dos grãos
É o momento do começo da colheita
Colham, lancem o foice
É o momento do começo da colheita








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