MAIS UM POUCO SOBRE ALIÁ (IMIGRAÇÃO PARA ISRAEL)

by - maio 30, 2015

Muita gente tem me perguntado sobre aliá. Embora já tenha escrito uma matéria sobre isso, resolvi escrever mais, para quem sabe tirar algumas dúvidas de algumas pessoas.

                                                                             


A história começa quando você pensa em mudar sua vida, sair do país onde vive. Aquilo começa a crescer em tua cabeça e, se realmente é uma forte vontade, você começa a ter que pensar em todos os detalhes que essa mudança requer e em todas as emoções que ela gera.
 Começa uma revolução interna muito importante.
Não é uma tarefa muito fácil,  mas  altamente desafiadora. 
Nem todos tem estrutura prá isso, mas posso dizer com toda certeza que vale a pena arriscar. A vida é uma só e precisamos vive-la intensamente cada minuto que pudermos.
Se você mora num apartamento legal, tem um  certo conforto, teus filhos estão numa boa escola,  tem gente que te ajuda na limpeza da casa, na infra estrutura do dia a dia da família.... pense bem, pois fazer aliá significa abdicar de muitos confortos, por algum tempo ou até para sempre.
Eu penso que Israel não é um país para ficar rico. É um país onde você vive com mais segurança, dignidade e  qualidade. Tem algumas vantagens em relação ao Brasil, mas também se trabalha muito e existe um grande conflito com a cultura e a língua.
 Até acostumar e aprender a lidar com isso, leva um tempo. Nem todos conseguem essa proeza.
Aí você trata de toda a papelada, faz entrevistas, abre a pasta de aliá , se emociona muito com isso tudo, mas tem que lembrar de alguns detalhes importantes.
Vai deixar família, entes queridos...seus filhos, conforme a idade, terão que fazer exército.... vai mudar a sua vida em 180 graus .
Ufa!!! Difícil , né? Mas nada impossível.
Hoje com a globalização e tantos meios de comunicação fica bem mais fácil se aproximar das pessoas. Claro que o toque físico não existe, mas existe a participação continua na vida de todos.
Essa facilidade foi que me deu coragem de vir, pois dois de meus filhos ficaram no Brasil e meu coração vive dividido. Porém, nos falamos sempre e nos vemos pela tela do celular e do computador.
Claro que não é a mesma coisa, mas atenua bastante a vontade de vê-los.
A gente chega aqui com 64 kilos de bagagem divididos em 2 malas. 
Parece muito, mas quando você vai fazer as malas é o momento de começar a praticar o desapego, pois 64 kilos não dão prá muita coisa.
Tem gente que manda muitos pertences por navio, mas sai muito caro e nem sempre compensa.
Aliás é sempre bom lembrar que a voltagem aqui é 220 W,  portanto, nem pense em trazer aparelhos elétricos, pois terá que comprar um transformador e dependendo da potência dele sai caro e pode estragar seus aparelhos.
Conheci gente que gastou uma fortuna para trazer aparelhos elétricos para cá e teve que jogar tudo fora, pois não funcionaram aqui devido a voltagem.
Outro dia alguém me perguntou sobre ter um carro. Obviamente ter um carro  ajuda e muito principalmente nos fins de semana quando tudo para devido ao shabat, dia santo para os judeus.
Nesse dia, da sexta a noite até o sábado a tardezinha se você não tem carro, fica mais complicado passear. Aí é bom ter amigos com carro ou uma bicicleta para poder circular um pouco.
Agora ... ter um carro também tem seu custo e você precisa fazer as contas se teu salário comporta todas as tuas despesas e mais um carro.
 Existe uma taxa anual obrigatória, é sempre bom fazer seguro, tem a manutenção e o consumo do mesmo. Portanto... precisa avaliar bem até onde podemos pisar.
Como os aluguéis aqui são muito caros,  é muito comum as pessoas dividirem um apartamento. Existem inclusive apartamentos que as pessoas compram e dividem em estúdios pequenos para alugarem. Muita gente ganha um bom dinheiro fazendo isso.
E quanto a idade? Pesa?
Claro que se você vem com vinte e poucos anos tudo fica mais tranquilo. Você deixou um porto seguro no Brasil. Qualquer apuro tem prá onde voltar. Você tem força física para trabalhar em qualquer coisa, em horários desconfortáveis e vai se mantendo até conseguir coisa melhor.
Quando se tem mais idade, nem tudo a gente consegue fazer. E é bom pensar nisso também. Nem sempre tem o porto seguro para voltar caso não goste daqui.
Se você está casado(a), tem que conversar muito com seu(sua)  parceiro(a).  O começo de vida aqui não é fácil e isso pode gerar muito estress. O casal deve ter consciência disso e procurar vir fortalecido e preparado para enfrentarem  juntos quaisquer divergências, sempre apoiando um ao outro.
Se você vem sozinho (a), saiba que aqui orgulho é uma palavra que não cabe em nossas vidas. Aqui a gente precisa das pessoas, precisa ter amigos, precisa ter apoio.
Adaptação, paciência, resiliência, simplicidade, humildade, persistência  e muita calma são palavras chaves para a gente dar certo aqui.
Principalmente no início, muitas vezes dá umas desanimadas, uns cansaços de alma... e isso é mais que normal, afinal, a gente fez uma reviravolta em nossa vida e isso requer uma estrutura emocional bastante forte. Mas essas caídas vão embora  seguidas de vontade de continuar. E vêm outros altos e baixos, como em qualquer lugar.
 É que quando você está num local novo, parece que tudo cresce na cabeça, na imaginação.
Muitas vezes tive vontade de sair correndo, me perguntado o que eu tou fazendo aqui. E em outros momentos dou graças a Deus por estar aqui. E assim vou levando... um dia de cada vez, mas sempre confiante e com muita fé.
Quanto a diplomas, certificados de cursos feitos no Brasil, nem sempre são fáceis de validar aqui. Nem sempre se consegue seguir a mesma carreira  aqui. Muita gente acaba fazendo cursos que o governo oferece e seguem carreira dentro do que estudaram. Mas para isso precisa ter o hebraico.
Você tem que colocar em tua cabeça que nos primeiros anos, provavelmente vai ter que encarar qualquer trabalho e isso em momento algum vai te desonrar.
Tem muita gente aqui que trabalha com faxina, como ajudante de jardim de infância, cuidador de idosos e crianças, garçom, ajudante de cozinha, camareira de hotel, vendedor de loja....
E as mulheres mesmo trabalhando, precisam administrar sua casa e seus filhos ao lado de seus maridos, quando não são separadas.
É bem dura essa lida, mas as pessoas conseguem e vivem dessa forma.
Aqui não tem empregada em casa. Quem tem geralmente são pessoas muito ricas, pois esse tipo de mão de obra é muito caro.
Algumas pessoas conseguem manter uma faxineira de vez em quando, mas também não é barato.
Sair da zona de conforto significa rever uma série de valores em todos os sentidos. 
Claro que tudo tem seu preço, vantagens e sempre tem as desvantagens. 
Mas posso dizer com bastante certeza que é uma experiência de vida que vai mudar sua cabeça para sempre.
Aqui em Israel temos os conflitos que nunca param, mas em compensação moramos num lugar onde existe o melhor ou um dos melhores exércitos do mundo, um lugar onde a segurança do cidadão é primordial.
Podemos sair a noite sem receio, sacar dinheiro no caixa eletrônico que fica na rua, sem problemas, sem medo de ser assaltado.
Tem coisas aqui que considero meio contrastantes. Ao mesmo tempo em que é um país extremamente rico em tecnologia, ciência  e em esquemas de segurança, também tem coisas que para nós brasileiros ainda são esquisitas. Aqui por exemplo eles usam muito fax nas burocracias dos convênios médicos, escritórios de estrutura governamental, etc...quando precisamos enviar um documento ou coisa assim, não pode ser por email, tem que ser por fax. Não me pergunte por que.
O israelense é meio reticente quanto a novidades.  A gente percebe pelo estilo de comida que se vê por aqui em todos os lugares, pelo menos nos mais populares. Sempre as mesmas coisas.
Por isso eu digo, que se você pensa em abrir um negócio aqui, é melhor pesquisar muito antes, para não perder tempo e lógico, dinheiro.
Às vezes é melhor manter a máxima de que é melhor não mexer em time que está ganhando, tipo húmus, shawarma e falafel, entende?
Apesar de alguns  "atrasos" aqui as coisas acontecem e funcionam.
Se algum preço está caro no supermercado, o povo boicota e não compra.
Quanto tem guerra, o povo se mobiliza para ajudar os soldados que estão no front nos defendendo. Tem muita coisa legal que acontece por aqui, que só estando perto para entender.
O olé chadash geralmente é valorizado pelo israelense. Eles admiram quem teve a coragem de sacudir a vida e vir prá cá. Nem todos tem paciência para aguentar  o semi analfabetismo de quem ainda está aprendendo a língua. Mas e daí? A gente não fala o hebraico direito e eles nem imaginam como fala o português. Mérito nosso então. Estamos tentando...
Também tem a questão de ser um país lotado de olim. Vem cada vez mais gente de todo o mundo, principalmente, Rússia, França, Argentina, Eritréia, Etiópia.
Se você já veio visitar Israel, ajuda no sentido de você ter uma idéia de como é aqui. Mas  uma coisa é fazer turismo e outra coisa é viver o dia a dia local. São duas situações beeeem diferentes, não esqueça isso.
Existem fatores que muitas vezes nem pensamos e na hora da vivência o bicho pega.
Temperatura por exemplo... o verão aqui é muuuito quente. Tem cidades em que o calor alcança 50 graus.  Nessa época eu sofro demais. Amo o outono e o inverno.
O inverno é frio, mas nada insuportável. Claro que tem cidades que nevam e logicamente o frio é bem mais forte.
Por isso, é interessante pesquisar antes sobre as cidades, como acontecem, como são, como é o custo de vida, etc...
Que tipo de vida você almeja?
Uma vida no campo ou numa cidade mais tranquila, perto do mar ou agitada?
Quanto mais perto de Tel Aviv, os custos de vida são mais altos. Claro que tudo tem seu preço. Tel Aviv é uma cidade como São Paulo, mas com praia. Tem problemas de cidade grande e movimentada, mas oferece mais opções de trabalho e em alguns casos ganhos maiores  que uma cidade pequena e mais afastada.
Precisa pensar também em como encara um caminho totalmente diferente do que já viveu até o momento. Consegue se imaginar abandonando sua carreira? Ou pelo menos dando um tempo até poder voltar a trabalhar no que realmente gosta? Isso aqui, nem sempre é possível, pois dependendo da profissão os esquemas e estudos são totalmente diferentes do Brasil e de outros países.
Se você conseguir vir pelo menos com um hebraico básico já ajuda e muito.
Quando cheguei não sabia nada de nada. Entrei no ulpan totalmente crua. Minha classe tinha uns 30 alunos. Entre eles  russos, alemães, franceses, eritreus, suíços e euzinha de latino americana. Minha professora falava russo e um inglês que eu não conseguia entender. Resumo da ópera... boiei total.
Pedi para mudar de classe. Acabei mudando três vezes e no final consegui acompanhar mais ou menos uma professora muito bacana que conseguiu me deixar um pouco mais animada.
Acabei aprendendo a ler e escrever através de aulas no you tube. Estudava sozinha várias horas por dia e mesmo assim, foi muito difícil. Parei na kitá alef, o primeiro módulo. Somente agora, depois de 2 anos e 5 meses eu decidi voltar ao ulpan (curso de hebraico), pois acabei aprendendo alguma coisa ao longo desse tempo e hoje consigo absorver as aulas bem melhor. Agora sim, pretendo seguir em frente e já me sinto um pouco mais segura.
Aprender a língua significa criar asas para poder se independer.
Falo isso, pois é muito complicado não entender, não saber falar. Você acaba  sempre precisando da ajuda de alguém e isso nem sempre é muito agradável.
Coisas básicas, como ir ao banco, ao médico, argumentar algo com alguém, enfim.... tudo fica muito complicado sendo analfabeto.
As vezes dá uma sensação de impotência muito grande e logicamente isso angustia muito. Em muitos momentos torcia para ninguém puxar assunto comigo, pois me sentia totalmente insegura para falar. Parece que dá um bloqueio , mas com o tempo isso vai passando.
Eu utilizo muito no meu celular o santo Google Tradutor. Ele não é muito confiável, mas ajuda bastante. Com o tempo a gente vai percebendo os erros dele. Mas mesmo errado ele colabora demais no dia a dia.
Então... você se sente capaz e preparado para mudar seus hábitos, mudar seus horizontes, encarar as dificuldades com fé e coragem sem frescuras?
Agora, se você não consegue mudar seus hábitos de jeito nenhum, é melhor repensar, pois isso pode gerar problemas emocionais bem complicados.
Então venha de coração aberto e viva cada momento novo da tua vida, pois você com certeza terá muitas histórias para contar.
Boa sorte!!!! Seja muito bem vindo nesse país pequeno mas com coração gigante.






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