ELEIÇÕES EM ISRAEL - UM POUCO DE INFORMAÇÃO PARA VOCÊ.

Como olá chadashá , imigrante aqui em Israel, ainda não estou muito a par da política do país em detalhes.
 Aqui, ao contrário do Brasil , tenho vontade de votar, de me integrar e participar. 
Aqui vemos que as coisas funcionam. Claro que tem seus pontos negativos como em qualquer lugar, mas de forma geral, tudo acontece de uma forma séria e se há corrupção, ela é combatida. 
Diante das próximas eleições na semana que vem, fui atrás de informações a respeito dos partidos existentes em Israel. 
Muitas pessoas tem me perguntado in box pelo facebook, a respeito disso e decidi compartilhar com quem possa interessar um pouco do que li.






OS PARTIDOS DE ISRAEL - ELEIÇÕES 2015


Likud




O Likud é um movimento nacionalista liberal fundado em 1973 por Menachem Begin e é influenciado diretamente pela ideologia sionista de Theodor Herzl e Ze’ev Jabotinsky.
Auto-definido como centro-direita atualmente detém a titularidade do poder executivo em Israel. Desde de 1977 até os dias de hoje, o Likud é o partido que mais vezes ocupou a cadeira de 1º Ministro de Israel.
Acredita que o povo judeu possui um direito eterno e incontestável ao Estado de Israel. Considera que este direito de existência é indissociado a outros direitos fundamentais, como o direito à paz, segurança, liberdade e bem-estar em um regime democrático. Desta forma, entende que a existência de Israel como um Estado judeu independente no Oriente Médio depende em primeiro lugar, e acima de tudo, de sua capacidade política e militar. Portanto, as políticas acerca da segurança e da política externa deverão ser classificadas como prioritárias no país.
O partido tem hoje 17 cadeiras na Knesset.
Benjamim Netanyahu, ocupa a cadeira de Primeiro-Ministro do país desde 2009 exercendo o seu terceiro mandato (1996-1999 e 2009-hoje). Sua carreira como político de destaque teve início como embaixador de Israel na ONU em 1980. Bibi, como é conhecido em Israel, é irmão de Yoni Netaniahu (respeitado comandante do esquadrão de elite do exército israelense, assassinado na “Operação Entebe”), estudou arquitetura e administração de empresas no MIT, e Ciências Políticas em Harvard.
Gilad Erdan, atual número 2 da lista, é ministro de Assuntos Estratégicos, ex-capitão do exército e ex-líder da juventude do Likud. 
Yuli Edelstein, terceiro da lista, atual porta-voz da Knesset e ex-ministro da Absorção.
Como a lista é decidida?
Todos os filiados ao partido podem votar duas vezes: há uma eleição separada para a liderança do partido e outra para a composição da lista. Há reserva de duas vagas para indicação do líder, e outras quatro para representantes das distintas regiões do país.
Posições do Partido
Religião e Estado
O Likud é um partido que consegue abranger correntes religiosas sionistas e laicas e possui o objetivo claro de reforçar o caráter judeu e democrático do Estado de Israel. Deseja preservar o status quo – ou seja – a manutenção da relação entre  Estado e Religião e acredita que qualquer alteração do estado vigente será fruto de um acordo entre religiosos e  laicos.
Apoia inciativas como a consulta a autoridades religiosas para cristalização de uma legislação que permita acordos conjugais entre cônjuges que não podem se casar no país segundo a lei religiosa, como por exemplo casais homossexuais e de diferentes religiões (ex: judeu + cristão).
Política Econômica
Desde a sua formação, o Likud defendeu uma economia de mercado e acredita que a realidade no mundo comprova que uma economia livre da intervenção do Estado e que garanta o empreendedorismo é o único caminho capaz de permitir o crescimento econômico e bem-estar individual. Entende que uma economia de mercado é uma condição necessária para a existência de uma sociedade democrática, onde a ideia básica é a responsabilidade atribuída ao indivíduo. Defende ainda que uma economia livre é a base da força nacional e é através dela que nos tornaremos uma nação próspera que permitirá que a sociedade em conjunto se preocupe com as populações menos favorecidas.
Política Social
A ideologia do partido pode ser expressada da seguinte forma:
Geração de empregos = prosperidade = menos indivíduos que necessitam da ajuda do Estado = maior possibilidade de financiamento a populações necessitadas.
A geração de empregos, num ambiente de prosperidade nacional, é uma condição sine qua non para elevar a qualidade de vida das parcelas mas pobres da população. Exige que se encontrem formas de integração das populações ortodoxas e árabe no mercado de trabalho. A ideia é desenvolver uma legislação que crie um ambiente de aumento na oferta de emprego e, que consequentemente traga maior arrecadação de impostos pelo Estado que serão usados no aumento de postos de trabalho nas periferias do país e financiamento de projetos que aumentem a participação ativa e produtiva de idosos e deficientes
Territórios e Processo de Paz
A plataforma do partido apresentada na última eleição geral em 2009, indicava que o Likud estaria “disposto a fazer concessões para a paz”. Em paralelo foram estabelecidas “linhas vermelhas” para possíveis acordos com os árabes, incluindo a preservação da integralidade e indivisibilidade de Jerusalém como capital do Estado Judeu e a negativa a demanda palestina para o regresso dos refugiados ao país. Embora líderes do Likud já terem declarado a sua oposição a criação de um Estado palestino ao lado de Israel, Bibi declarou em um famoso discurso de 2009, na universidade Bar-Ilan “Se os palestinos reconhecerem Israel como um Estado judeu, será possível a criação de um Estado palestino desmilitarizado lado a lado de Israel”. Apesar de ter repetido esta frase em outras duas oportunidades em discursos na ONU, esta não é uma posição pacificada no partido e enfrenta duras críticas internas.
Educação
O partido acredita que uma educação pública de qualidade é a única forma capaz de proporcionar uma sociedade com menos desigualdades. A educação no país deverá fortalecer a identidade judaica, sionista e democrática. O Likud possui um projeto de reforma educacional que dê enfase na meritocracia e em paralelo propõe o aumento dos salários de todos os professores no país. É a favor da manutenção de instituições de ensino religioso público, mas defende que seja aplicado um curriculo básico com supervisão do Estatal.
Segurança e exército
Antes de qualquer proposta de acordo, o partido acredita que um exército forte e eficiente é um dos pontos basilares para que consigamos alcançar a paz.  Através de políticas de dissuasão a ataques de inimigos, Israel tem garantido o seu   direito de existir como um país soberano. O Likud – na figura de Bibi   tenta   promover uma campanha mundial para o estabelecimento de “linhas vermelhas” no projeto nuclear iraniano.
Segundo uma frase famosa do 1º Ministro: “Se há alguma coisa que podemos aprender com os judeus no Holocausto, é que quando alguém ameaça matar o nosso povo, nós devemos acreditar  nele”.
Outras posições
Outros três fatores são tratados pelo partido como prioridades: a elaboração de uma constituição promulgada pelo parlamento israelense que possa ancorar os princípios judaicos e democráticos no país; o desenvolvimento de uma legislação que retire das mãos do Estado o monopólio das terras com a privatização deste setor; e uma reforma política que altere o método de montagem de coalizões.
Fontes
Pagina Oficial do Partido - https://www.likud.org.il/
Israel Democracy Institute – http://www.idi.org.il/media/391292/likud%20%2017.pdf

União Sionista (HaMachane HaTzioni)



O HaMachane HaTzioni (המחנה הציוני) é um bloco formado pela união entre o Avoda (Partido Trabalhista) e o HaTnua e o Partido Verde. A fim de formar um bloco fortalecido para disputar o poder com o Likud de Benjamin Netanyahu, no poder desde 2009, os líderes dos dois partidos juntaram forças e decidiram concorrer em uma lista conjunta, tal qual fizeram os partidos Likud e Israel Beiteynu (Israel Nossa Casa) nas últimas eleições.
Avoda (Partido Trabalhista)
HaTnua
A junção se deu após uma sequência de reuniões entre Isaac Herzog, líder dos trabalhistas, e a ex-ministra da Justiça Tzipi Livni. Ficou acordado que a lista seria formada pelos trabalhistas, com a reserva dos números 2, 8, 16, 21 e 24 para o HaTnua e 25 para o Partido Verde. O número 11 da lista  escolhido  pelo líder do partido, Isaac Herzog (no caso o economista Manuel Tarchtenberg). Outra parte do acordo é que, caso a lista saia vencedora, Herzog e Livni se revezarão como Primeiro-Ministro do país: dois anos para cada um.
Segundo as pesquisas, o bloco se mostra muito mais viável do que se cada um dos partidos concorresse de forma separada. Hoje o Bloco Sionista disputa a liderança das pesquisas com o Likud de igual para igual, com entre 23-26 cadeiras, e chances razoáveis de formar o novo governo.
HaTnua e Avoda juntos hoje somariam 21 cadeiras na Knesset.
Figuras em destaque
Yitzhak “Buji” Herzog, iniciou sua vida política em 2003. Já ocupou os cargos de Ministro do Bem-Estar Social,  Ministro da Moradia, Ministro do Turismo, entre outros. Hoje é o líder do partido e, por consequência, da oposição.
Tzipi Livni, 54 anos, advogada e ex-agente do serviço secreto. Ex-membro do Likud, é parlamentar desde 1999. Foi ministra da Cooperação Regional, Habitação, Agricultura, Relaçõs Exteriores e Justiça desde 2001. 
Manuel Trachtenberg nasceu em Córdoba (Argentina) e é professor de economia da Universidade de Tel-Aviv. Em 2011, após os protestos sociais, escreveu o Relatório Trachtenberg com medidas para solucionar a crise que desencadeou no aumento do custo de vida. 
Como a lista é decidida?
O Avoda decide a sua lista de forma direta: os eleitores votam em ao menos 10 candidatos, e os mais votados ocupam os primeiros cargos. O líder é eleito anteriormente, em uma eleição separada. O número sete é guardado para o secretário geral do partido, e o número 11 para indicação do líder. No HaTnua, Tzipi Livni decide sua lista, e os encaixa nas posições 2 (no caso, ela), 8, 16, 21 e 24.
Posições do Partido
Religião e Estado
Não há referência a este ponto no site oficial da União Sionista.
Política Econômico-Social
Reduzir os gastos com seguro de saúde, educação e serviços públicos para cada família em Israel. Investir 2 bilhões cesta mínima e criar um programa de cuidados a longo prazo, que permitirá aos idosos viver com dignidade. Lançar o programa “poupança por criança” seria uma oportunidade igual para as crianças de todos setores da sociedade.
Fortalecer o sistema de saúde pública, mudar o sistema de financiamento dos seguros de saúde e implementar o programa Trachtenberg, a fim de salvar centenas de shekels por família todo mês.
Redução do preço dos leilões de terreno, implementação da lei do aluguel justo, liberação de terrenos e construção de 300.000 novas moradias em 5 anos.
Educação
Priorizar escolas em bairros desfavorecidos do que em bairros mais ricos, colocar a criança no centro, evitando gastos parentais inflacionados, que ajudam a aumentam as diferenças sociais.
Territórios e Processo de Paz
Não há referência a este ponto no site oficial da União Sionista.
Segurança e Exército
Construir uma solução política em parceria com nossos aliados internacionais, mas mantendo a segurança. Renovar o apoio internacional que vai nos permitir lutar contra o terrorismo, e proteger os cidadãos e soldados israelenses do tribunal de Haia.
Outras Posições
Tirar Israel do isolamento internacional que se encontra atualmente, fortalecer as relações com os EUA e recrutar o mundo para o nosso lado na luta contra o terrorismo e na relação com nossos vizinhos.
Fontes:

HaBait HaYehudi


“HaBait HaYehudi” (A Casa Judaica), é a representante já natural da direita religiosa nacionalista e é encabeçada por Naftali Bennet. Atualmente com 12 mandatos, o partido tem potencial de crescimento entre os eleitores naturais da direita israelense nas eleições de 2015, inclusive entre não-religiosos.
Herdeiros do antigo Mafdal (do hebraico, abreviação para Partido Religioso-Nacionalista), o partido é resultado de diversas movimentações político-partidárias da direita sionista religiosa.
A Casa Judaica conta principalmente com votos da direita religiosa e de moradores de assentamentos, e deve pelo menos manter seus 12 mandatos segundo as pesquisas, expandido-se principalmente através de votos de eleitores não-ortodoxos, que se identificam com a posição do partido em relação ao conflito. 
Sua ideologia está baseada nas visões do Sionismo Religioso e suas posições políticas são consideradas de direita em quase todos os aspectos. Nessas eleições, o lema principal é “parar de se desculpar”.
O resultado é significativo, e se mantiver os números, manterá marca de maior bancada eleita pelos sionistas religiosos desde a Knesset de 1977 (quando alcançou igualmente 12 assentos).
Figuras de Destaque
Naftali Bennett, atual ministro da Indústria e Comércio e das Religiões, é um bem sucedido homem de negócios do setor de tecnologia. Foi presidente do Conselho Yesha (Judeia, Samária), órgão que auxilia os assentamentos judaicos de maneiras variadas, sendo um braço político dos residentes judeus desses territórios. Figura forte e carismática, muitas vezes o partido se confunde com seu nome.
Uri Arieli é o atual ministro da Habitação e Construção e número 2 do partido, responsável pela expansão dos assentamentos judaicos do outro lado da linha verde. Ex-major, foi comandante da unidade de infantaria blindada. 
Ayelet Shaked, terceira da lista, é uma jovem e bem sucedida engenheira, não religiosa e vive em Tel-Aviv, rompendo com o estereótipo do partido. Ela já afirmou desejar o Ministério da Defesa Civil.
Como a lista é decidida?
A lista do partido é escolhida em um processo de eleições diretas por seus membros, exceto o número 1: o líder Naftali Bennett tem o poder de decidir quando haverá eleições para a liderança do partido, e tem o poder de indicar um candidato qualquer para número 11 da lista. Quatro vagas estão asseguradas para o T’kuma, um dos blocos políticos que compõe o HaBait HaYehudi, incluindo o número 2.
Posições do partido
Religião e Estado
O partido considera o Estado de Israel um Estado Judeu com regime democrático. O caráter do estado deve ser definido pelo diálogo entre o público geral, a Torá e a moralidade dos profetas. O partido considera que a imposição de legislações religiosas e seculares deve ser evitada. Por outro lado, deseja aumentar a influência dos fundamentos da religião judaica na legislação israelense através da “Justiça Hebraica”, que aproxima a lei israelense aos fundamentos do judaísmo (veja explicação no rodapé).
Teve atuação importante nas mudanças dentro dos serviços de religião estatais, acabando com o monopólio de uma única instituição. Teve atuação importante nas decisões em questões de conversão ao judaísmo, tentando chegar a um balanço que seja flexível mas dentro da lei religiosa (Halacha).
Política Econômica
O partido defende a “economia liberal com sensibilidade social”. Em sua proposta geral defende a igualdade de oportunidades para que todos possam ter chance de desfrutar da riqueza gerada no Estado de Israel. Para tal, apoiam o aumento do investimento na educação, fortalecimento da competitividade no mercado, quebra de monopólios e diminuição dos impostos para a classe média. Além disso, é a favor da concessão de benefícios (subsídios) a “aqueles, e apenas para aqueles, que são incapazes de se sustentar”. Defendem por exemplo a reforma das relações de trabalho de trabalhadores estatais para melhorar a eficiência deste; ou a discussão do peso das pensões sobre as contas públicas.
O partido tem ideias específicas relacionadas à questão de moradia no país.
Política Social e Educação
O foco da lista Habait HaYehudi para o plano social está totalmente voltado à educação. Eles apontam pesquisas que revelam forte relação entre o enquadramento econômico do indivíduo e sua nota no Psicométrico (vestibular israelense) como flagrante do que  chamam  de desigualdade de oportunidades. Negando qualquer relação com o socialismo, acredita que o estado deve prover oportunidades iguais a todo jovem que começa sua vida. Veem a educação como a única maneira de alcançar esse objetivo e acreditam que o governo deveria investir fortemente nas periferias do país para mudar esse quadro.
Defendem o maior fortalecimento da identidade judaica na educação, além do maior investimento no ciclo de infância das crianças para evitar maiores investimentos em idades mais avançadas.
Territórios e Processo de Paz
É contra “qualquer tipo de estado palestino a Oeste do Rio Jordão”. Definem que as soluções clássicas em que (i) seja criado um estado palestino nos territórios da Judeia e Samária; ou (ii) anexação total dos mesmos territórios incluindo seus habitantes árabes, seriam igualmente perigosas para a segurança e o futuro do Estado de Israel. Admitem não haver solução perfeita no momento, propondo uma série de medidas pouco ortodoxas e em sua maioria unilaterais para solucionar o conflito.
O partido propõe também a mudança do que chamam de “Estado de Tel Aviv”. Assim, desejam investir no assentamento em todas as regiões de Israel, inclusive os territórios disputados com os palestinos. Para tal, o governo deveria fortalecer o transporte público, aumentar incentivos às periferias e dar preferência nacional para a construção de novos assentamentos. Além disso, deseja interromper o fluxo de financiamento de ONGs de esquerda que considera antissionistas.
Citando o site oficial do partido: “A Casa Judaica é o único partido que se opões ao estado palestino, a esquerda quer deixar o ISIS (Estado Islâmico) chegar à Estrada 6 e Kfar Saba. (…)”. O partido é definitivamente contra a criação de um Estado palestino.
Segurança e Exército
O investimento em segurança interna e externa é dotado do caráter de prioridade nacional.
O partido naturalmente apoia o estudo da Torá e o vê como interesse nacional. No entanto, reconhece a injustiça da liberação do exército concedida a jovens ortodoxos. Assim, defende a integração gradativa dos ortodoxos nos círculos de trabalho e serviço militar através de incentivos governamentais.
Outras posições
Com relação à minoria árabe, o partido deseja mudar o que considera ser a estratégia atual: fortalecer a minoria árabe que quer “se integrar na sociedade israelense” ao invés de conter aqueles que “buscam a destruição de Israel”, como aconteceria atualmente.
Propõe também uma maior fiscalização de construções não legais nas regiões do Negev e da Galiléia e o fortalecimento dos assentamentos de judeus nessas áreas.
Sobre a questão dos imigrantes ilegais, defende a total interrupção da onda de infiltrados ilegais no país e a manutenção do caráter judaico no mapa demográfico de Israel.
Fontes:

Lista Unificada


 



Lista Unificada
A Reshima Meshutefet (רשימה משותפת – Lista Unificada) é a coligação dos cinco partidos de eleitorado fundamentalmente árabe, que concorrerá às eleições em conjunto. Os partidos são Ra’am, Ta’al, Mada, Bal’ad e Hadash. Os cinco partidos não possuem visões político-ideológicas semelhantes, mas se viram obrigado a juntar-se após a cláusula de barreira aumentar para 3,25%, maior do que qualquer um deles atingiu individualmente nas últimas eleições.
Devido à grande dificuldade em acessar às páginas destes partidos na internet (com exceção do Hadash, nenhuma delas nos dá acesso à plataforma ideológica em outro idioma que não o árabe), nos vimos obrigados a publicar um único artigo sobre todos juntos. Caso o leitor quiser saber mais sobre os partidos Hadash ou Ra’am Ta’al, clique em seus nomes acima.
Os partidos Ra’am (Lista Árabe Unida), Ta’al (Movimento Árabe de Renovação) e Mada (Partido Democrata Árabe) já concorrem em um bloco, conhecido como Ra’am-Ta’al, desde 2006.
Ra’am
O Ra’am é uma lista muito popular entre os beduínos, por ter seu principal foco de atuação a igualdade civil entre os árabes como cidadãos do país. O partido apoia a criação de um Estado palestino nas fronteiras de 1967, e possui boas relações com o movimento islâmico. Seu principal nome é Masud Ghnaim, número dois da lista.
Ta’al
Fundado pelo médico Ahmed Tibi (número 4 da lista) nos anos 1990, o Ta’al é visto como um braço político do Fatah (partido do Presidente da Autoridade Palestina Mahmmoud Abbas) em Israel. O Ta’al também defende a criação de um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com capital em Jerusalém Oriental. O partido defende que os árabes-israelenses tenham status legal de minoria étnica, e é um dos mais progressistas em relação aos direitos da mulher.
Mada
O menor destes partidos, não tem nenhum nome entre os primeiros 12 concorrentes. O Mada defende os direitos iguais para a população árabe, e teve como representante na última Knesset o beduíno Taleb al-Sana.
Balad
Balad significa União Democrática Nacional. Como o nome já indica, o Balad é um partido nacionalista árabe, que rejeita o sionismo e tem partidos-irmãos em todo o mundo. O partido deseja que os árabes-israelenses sejam declarados uma minoria nacional, além da criação de um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com capital em Jerusalém oriental e o retorno de todos os refugiados de 1948. Os principais nomes do partido são farmacêutico Jamal Zahalka (número 3 da lista) e a polêmica Haneen Zoabi (número 7 da lista).
Hadash
O Hadash é a junção do Maki (o histórico Partido Comunista Israelense) com movimentos menores. O partido se define como uma lista árabe-judaica, e por sua causa o termo “árabe” não intitula a Lista Unificada. O partido conta com o número 1 da lista (Ayman Odeh), e o único judeu que concorre no bloco, Dov Chanin (número 8), entre outros. O Hadash há tempos abandonou a ideia de um Estado bi-nacional, mas rejeita o sionismo. O partido crê que Israel deve ser um Estado democrático e não judaico, onde todos os seus cidadãos gozem dos mesmos direitos. O partido foi um dos principais prejudicados com o aumento da cláusula de barreira, pois pode perder parte de seus eleitores judeus (algo em torno de 15% do total).
Segundo as pesquisas
Os três partidos (Ra’am-Ta’al, Hadash e Balad) têm hoje, em conjunto, 11 cadeiras na Knesset. Segundo as últimas pesquisas, a Lista Unificada hoje alcançaria 12 cadeiras no parlamento, um recorde para os partidos de eleitorado árabe. Não se sabe se os partidos manterão a união após as eleições, ou se utilizarão esta ferramenta apenas como meio de driblar a cláusula de barreira.


Yesh Atid


Em janeiro de 2012, após meses de especulações sobre sua possível migração do jornalismo para a política, Yair Lapid, figura onipresente na sociedade israelense, anunciou suas intenções de concorrer nas  eleições através da formação de um novo partido que, em suas palavras, seria diferente de todos os partidos políticos existentes.
Ao longo do ano de 2012, o cenário para as próximas eleições se consolidava e, paralelamente, Lapid construía seu partido ao definir nome (Yesh Atid, Há um futuro), plataforma e futuros candidatos.
Ao fortalecer a ideia de um partido que romperia com as práticas dos atuais partidos israelenses, Lapid estabeleceu objetivos considerados ousados no tocante ao status quo local da relação entre o Estado e a religião, a especial preocupação com a classe média, ou a não convocação de ex-membros da Knesset para compor sua lista. O Yesh Atid recebeu 19 cadeiras, compondo a segunda maior bancada da casa.
Yair Lapid recebeu importantes ministérios, como a pasta das Finanças, da Educação e da Saúde. Algumas das reformas propostas chegaram a ser encaminhadas, mas suas diferenças com Netanyahu resultaram na sua precoce demissão, e consequentemente na convocação de novas eleições.
Figuras de destaque
Yair Lapid, ex-ministro das Finanças, é filho de Yossef “Tommy” Lapid, sobrevivente do Holocausto e líder do antigo partido centrista israelense Shinui. Tinha seu próprio programa no horário nobre do principal canal da televisão israelense e sua coluna no jornal de maior circulação do país até optar pela vida política.
Shai Piron, ex-ministro da Educação, é um rabino dedicado à aproximação entre judeus religiosos e seculares.
 Yael German, ex-ministra da Saúde e ex-prefeita de Herzlia. Os dois ex-ministros levavam à prática reformas nas suas pastas, interrompidas pela convocação de eleições.
Como a lista é decidida?
Yair Lapid, junto a uma comissão escolhida por si, monta a lista do partido.
Posições do partido
Religião e Estado
Não propõe rompimento entre religião e Estado, mas uma maior integração dos ultra-ortodoxos na sociedade através da obrigatoriedade do serviço militar e do ensino do currículo básico nas escolas ortodoxas, além da criação de programas de inserção deste setor no mercado de trabalho israelense.
Política econômica
Desregulamentação econômica visando estimular o crescimento. Apoio às pequenas e médias empresas visando à geração de empregos.
Política social
Estimulo à competição efetiva no mercado de imóveis e de construção civil, que possibilite maior acesso à habitação. Estímulo à construção de edifícios destinados exclusivamente a aluguéis de longo prazo, para famílias ou indivíduos que não possuem meios que os permitam comprar apartamentos. Atualização do sistema de saúde em vista do aumento da expectativa de vida da população e do número de idosos. Aumento do número total de leitos hospitalares disponíveis e redistribuição dos serviços para as regiões periféricas do país.
Territórios e processo de paz
Acordo de paz definitivo com os palestinos através do conceito de “dois Estados para dois povos”. Manutenção dos principais blocos de assentamentos na Cisjordânia (Ariel, Gush Eztion, Maalê Adumim) e das condições que garantam a segurança do Estado de Israel. Estabelecimento de um estado palestino desmilitarizado. O Yesh Atid não admite a divisão de Jerusalém.
Educação
Reestruturação do sistema educacional, visando à recolocação de Israel entre os dez países com melhor nível de educação no mundo através do uso da tecnologia nos métodos de ensino. Estabelecer a educação como prioridade nacional, envolvendo todos os setores da sociedade, de modo a prover igualdade de oportunidades à próxima geração através da obrigatoriedade do currículo básico em todas as escolas do país. Dar aos professores e diretores status de heróis nacionais.
Segurança e exército
Participação de Israel nos esforços internacionais (operações militares e sanções econômicas) para a limitação do programa nuclear iraniano. Influenciar os governos sírio e libanês para que deixem de representar postos avançados do regime iraniano e desarmem a Hisbalá. Bolsas universitárias para soldados das unidades de combate. Serviço obrigatório universal. Os jovens que não optarem pelo serviço militar, poderão se ocupar por dois ou três anos como voluntários em escolas, hospitais, jardins de infância ou asilos para idosos e sobreviventes do Holocausto.
Outras posições
Reforma no Sistema de Governo: Mudanças na legislação visando aumento de estabilidade política e governabilidade. Criação de mecanismos que estimulem os eleitores a votarem nos partidos grandes em detrimentos dos menores: direito automático para o líder do maior partido formar o governo (e não quem lidera o maior bloco de partidos), aumento da cláusula de barreira para 6%, voto de não-confiança só dissolveria um governo se aprovado por 70 deputados e número de ministros limitado a dezoito.
Fontes:
Site oficial do partido (disponível em hebraico, árabe, russo, inglês e amárico), wikipédia em inglês e emhebraico.

 

Kulanu


O “Kulanu” (tradução para português: “Todos Nós”), partido fundado pelo ex-parlamentar do Likud e ex-ministro das Comunicações Moshe Kahlon, faz sua estreia no campo político israelense nas eleições de março de 2015. O partido ainda não apresenta um plano de governo, mas uma rápida passada de olho em seu site oficial já nos mostra qual o seu principal foco.
A frase exibida na página principal faz um convite ao eleitor: “Junte-se agora à revolução (I), ajudem-nos a desfazer os monopólios (II), ajudem-nos a neutralizar os conglomerados (III) e ajudem-nos a combater os altos custos de vida.”(IV)
As frases (I) e (IV) estão destinadas as mais de 400 mil pessoas que foram as ruas protestar contra o aumento dos custos de vida no país no verão de 2011. (II) e (III) são simultaneamente uma recordação do principal feito político do líder do partido, e uma mensagem política de como partido pretende resolver o problema destes pelo menos 400 mil insatisfeitos.
Kahlon revolucionou o mercado de telefones celulares em Israel ao quebrar o monopólio das três principais empresas do país e permitir a livre concorrência.  O efeito foi quase imediato. Os preços baixaram expressivamente. Para ilustrar, no fim de 2010, a Cellcom, principal empresa do país, vendia seu plano de chamadas e mensagens ilimitadas por 149 shekels,  sem internet (exigia-se pagamento adicional). Hoje, a mesma empresa oferece o plano ilimitado, com 6 giga-bytes de internet, por apenas 69 shekels. Outras empresas, oferecem o mesmo serviço por apenas 49 shkalim. Ou seja, a população teve acesso a planos vantajosos. Kahlon ficou conhecido como aquele que pode enfrentar as grandes empresas e melhorar as condições de vida da população.    
Não bastasse este feito, Moshe Kahlon é mizrahi, não usa gravata, e fala direto com o povo. Escolheu como número 2 da lista, Yoav Galant, um prestigioso general do exército israelense, que esteve envolvido em um episódio de apropriação de terras públicas – fato este que impediu sua nomeação como comandante chefe do exército israelense em 2011. Além dele, seu partido apresenta outras personalidades de renome, como o ex-embaixador de Israel nos Estados Unidos, Michael Oren (4), e a vice-prefeita de Jerusalém, Rachel Azaria (5).
Mas o foco do partido, como visto na propaganda anterior, continua em sua figura.
O “Kulanu” é mais um partido em Israel criado com base em uma figura. As últimas eleições do país tem sido marcadas por novos partidos, fundados praticamente com base em uma liderança singular. Assim foi com Yair Lapid, criador do Yesh Atid e com Tzipi Livni, fundadora do partido HaTnua, nas últimas eleições. Desta vez, Moshe Kahlon, ex-Likud e Eli Ishay, ex-Shas são as novas velhas caras da política israelense. Resta saber, quem deles continuará relevante na política israelense na próxima decada, e quem perderá força e será lembrado apenas como um fenomeno passageiro.
Apesar de não ter um programa definido, de qualquer forma, buscamos entender suas visões com base nos últimos discursos do seu líder e nas poucas informações do seu website. Dividindo por temas, apresentamos algumas destas posições:
O Conflito Israel-Palestina
Kahlon se define como o velho Likud. O Likud de Menachem Begin – que sabe ser duro em momentos difíceis, mas também sabe como chegar à paz. Sua posição é uma clara alusão a um caminho desvirtuado seguido por Benjamim Netanyahu, como líder do Likud, no que diz respeito a busca de uma solução para o conflito com os palestinos.
Educação
Igualdade de oportunidades na educação é uma das mensagens do site oficial. Aumento do orçamento para escolas localizadas em cidades pobres e redução para cidades ricas. O partido pretende acompanhar a implementação de alto nível dos princípios pedagógicos em 300 escolas selecionadas de acordo com critérios sócio-econômicos e localização geográfica. Busca de novos professores e incentivo a profissionais que estudem educação e sigam a carreira de professor.
Saúde
Cancelamento de pagamentos extras por exames e cirurgias. Aumento do número de remédios presentes na cesta de remédios disponíveis ao público sem custos. Aumento do número de leitos e de profissionais na área de saúde, como médicos e enfermeiros, até chegar a um nível médio similar a de outros países da OCDE.
Economia
Politica de redução do preço dos imoveis por meio de construção de moradias públicas. Redução da pobreza em Israel. Luta contra os monopólios e aumento da competitividade em todos os mercados, com destaque para alimentos e roupas.
Fontes:

Yahadut HaTora


Yahadut HaTora (Judaísmo da Tora) é uma lista conjunta formada pelos partidos Agudat Israel (chassídico) e Degel HaTora (lituano). Os dois partidos concorrem às eleições em conjunto desde 1992. A lista atua para a promoção dos interesses do público ultra-ortodoxo ashkenazi, no que diz respeito a educação e bem-estar social, e também em temas específicos como alistamento no exército.
Os representantes da Yahadut HaTora não costumam ter cargos de ministro, para não dar respaldo às ações de um governo sionista, e não se responsabilizar por políticas com as quais discordam. Não obstante, a Yahadut HaTora aceita cargos de vice-ministros e busca sempre ter a chefia da comissão de orçamento para poder controlar o orçamento do estado.
Em assuntos externos e de segurança, Yahadut HaTora é de centro, e toda decisão que toma está embasada em considerações religiosas e não necessariamente de segurança nacional. Contudo, o partido costuma apoiar o bloco de direita por suas características conservadoras em assuntos de religião e estado.
O partido ocupou após as Eleições 2013 o número recorde de 7 cadeiras na Knesset. Yahadut HaTora esteve na oposição durante a 19a Knesset.
Figuras de destaque
Yaakov Litzman, da Agudat Israel, foi vice-ministro da saúde na 18a Knesset, entre 2009 e 2013, e é o líder do partido.
Moshe Gafni, do Degel HaTora, foi o presidente da Comissão de Orçamento da Knesset na 18a Knesset, entre 2009 e 2013.
Os líderes espirituais quem escolhem quem entra na lista de candidatos e a sua ordem.
Posições do partido
Religião e Estado
Deve haver uma total fusão entre assuntos religiosos e estatais. Sua aspiração é resolver por meio do espírito da Tora e dos preceitos (mitzvot) toda questão que surgir no dia a dia do povo de Israel, com o objetivo de um dia reunir o povo de Israel sob o governo da Tora e impor a Tora sobre a vida espiritual, econômica e política em Israel.
Política econômica
Fortalecer o setor privado, diminuir a intervenção do estado na economia, reduzir o orçamento do Estado, prefeituras e das empresas públicas, diminuir impostos.
Política social
Aumentar o número de apartamentos para famílias jovens, a baixo preço, visando principalmente o público ortodoxo. Manter e até mesmo aumentar os incentivos governamentais a famílias com muitos filhos, através de pensões e serviços sociais e de bem-estar.
Territórios e processo de paz
A Terra de Israel foi dada aos judeus pelo criador e será para sempre sua, através do cumprimento da Tora, juntamente com o princípio da halacha de que a vida está acima de tudo. O delicado equilíbrio entre os dois será determinado na prática pelos grandes sábios da Tora. O governo deve promover iniciativas para a determinação de acordos de paz.
Educação
A educação judaica no Estado de Israel, em todas suas instâncias e etapas, deve se basear no estabelecimento da fé em Deus e na Tora. Tal educação será oferecida a todas as crianças de Israel, sem excessões, pois a fé no criador e em seus preceitos é o único fator que unifica todas as tribos de Israel em um único povo. O partido promove a manutenção da ‘rede independente’ de educação, mantida pelo governo, onde não se estuda o currículo base.
Segurança e exército
Contra o alistamento de todas as mulheres, sejam elas ortodoxas ou não. Homens ortodoxos que estudam Tora nas yeshivot (academias rabínicas) também devem ser dispensados do serviço militar, pois o estudo da Tora é a garantia da existência do povo de Israel.
Outras posições
O movimento reformista e o movimento conservador trouxeram um holocausto espiritual ao povo de Israel. Com suas falsidades hereges e a negação da crença fundamental do povo judeu, causaram uma terrível assimilação no povo. Estes dois movimentos põem em perigo a existência física do povo, além de sua aniquilação espiritual. Deve-se fazer todos os esforços para evitar que tenham qualquer controle ou reconhecimento em Israel.
Fontes:

Shas


Fundado em 1984 pelo rabino Ovadia Yossef (ex-rabino chefe de Israel), Shas (ש”ס) é uma sigla que significa “Guardiões da Torá Sefaraditas”. O partido foi fundado 13 anos após tensões recorrentes entre a comunidade judaica sefaradita (judeus de origem oriental) e o governo de Golda Meir (Partido Trabalhista), acusado de negligenciar os judeus orientais em detrimento dos imigrantes vindos da URSS.
As principais bandeiras do Shas são cuidar das população judaica de baixa renda e garantir um Estado judaico em Israel. Nas eleições de 1999, o partido conseguiu a sua mais expressiva votação, com 17 cadeiras na Knesset (parlamento).
Em 2013 o Shas ficou órfão de seu líder espiritual, o rabino Ovadia Yossef, responsável pela maior parte das decisões políticas de grande relevância do partido até então. A morte do rabino pôs o partido em crise, provocando a saída do ex-líder Ely Ishai, e uma queda considerável nas pesquisas.
O Shas acredita em um Estado judeu baseado nos valores democráticos da Torá.
O partido ocupou, após as Eleições 2013, 11 assentos na Knesset.
Figuras de destaque
O atual líder do partido é Aryie Deri, há dois anos libertado da cadeia (foi preso por propina quando era o número 1 do partido), é uma personalidade muito popular entre o público ortodoxo sefaradita. Há pouco tempo se envolveu numa polêmica, após um vídeo gravado pouco antes de sua liberação da cadeia ter mostrado o rabino Yossef dizendo que Dery havia roubado.
Número dois do partido, o rabino Meshulam Nahari, é parlamentar desde 1999, e foi ministro sem pasta do governo Olmert em 2006.
Como a lista é decidida?
O Shas tem como órgão interno o Conselho de Sábios da Torá, que decide a ordem dos candidatos sem interferência interna ou externa. Há dez meses a juventude do Shas escreveu uma carta solicitando ao líder do partido a criação de primárias. 
Posições do Partido
Religião e Estado

Israel Beiteynu


Fundado em 1999 por parlamentares insatisfeitos do Likud, o Israel Beiteynu (Israel Nossa Casa) elegeu em 2009 a maior bancada desde a sua fundação, com 15 assentos e dois chefes de comissão na Knesset, mais cinco ministros.
O partido se define como nacionalista (sionista) e seguidor do caminho do teórico sionista revisionista Ze’ev Jabotinsky. Sua propaganda, no entanto, é caracterizada por ser feita principalmente na língua russa e a maioria de seus eleitores são imigrantes da ex-URSS.
É recorrente ao Israel Beiteynu ser acusado de racismo devido ao seu discurso anti-árabe. Nas eleições de 2009, um dos lemas do partido era “Sem lealdade, sem cidadania”, direcionado aos árabes. O Beiteynu, no entanto, não se opõe à criação de um Estado palestino, e recentemente divulgou seu plano de intercâmbio de territórios.
O partido tem 12 assentos na Knesset. As recentes pesquisas prevém grande baixa, devido a um escândalo de corrupção chamado “Caso Israel Beiteynu”, ainda sob investigação.
Figuras em destaque
Fundador, número 1 na lista e responsável pela maioria das decisões do partido, Avigdor Liberman é o grande nome do Israel Beiteynu. Atual chanceler, assumiu diversos ministérios desde 2000. Libermann recentemente afirmou que exigirá a pasta da Defesa como pré-condição para integrar a coalizão.
Número dois do partido, a ex-modelo Orly Levy-Abekasis é parlamentar e filha do ex-chanceler Daniel Levy. Número cinco, o jornalista Sharon Gal é a nova cara do partido para angariar votos.
Como a lista é decidida?
Avigdor Lieberman decide a lista junto a uma comissão, nomeada por si próprio.
Posições do partido
Religião e Estado
Não consta de sua plataforma posição oficial sobre o tema.**
Política econômica
Incentivo às pequenas e médias empresas, através de aumento do crédito e redução dos obstáculos burocráticos. Políticas de atração de investimentos estrangeiros através de facilitação de autorizações e redução da burocracia e da taxação para a entrada de capital externo. Investimento no turismo.
Política social
Incentivo à construção de unidades de moradia, aumentando a oferta e reduzindo o custo da moradia no país. Facilitação do crédito para compra de imóveis por deficientes, casais jovens e famílias com pais divorciados/solteiros. Incentivos fiscais para instalação de negócios e fábricas nas regiões periféricas do país e em Jerusalém. Aumento do número de leitos em hospitais.
Territórios e processo de paz
O conflito entre Israel e os palestinos é apenas mais um dentre os conflitos do mundo islâmico e não se trata de um mero desentendimento sobre terras. A busca pelo estado palestino não passa de uma desculpa para expulsar os judeus da Terra de Israel. Israel deve encarar Gaza e a Cisjordânia como duas entidades separadas, negociar seu futuro separadamente e não facilitar a circulação de pessoas entre ambas as regiões. Israel deve libertar-se da idéia de “terras por paz”, buscar a paz pela paz, visando a total separação das populações, como já ocorre em outras regiões do mundo (Bélgica e Canadá, por exemplo). Não devem haver negociações sobre Jerusalém, a capital eterna e excluvisa do povo judeu.
A sua nova proposta é o plano “Uhm al-Fahm para Palestina, Ariel para Israel”, que significa um intercâmbio de territórios e populações. O objetivo seria deixar o maior número de judeus em Israel e mais árabes na Palestina, sem precisar que ninguém saia de suas casas, ao fim das negociações de paz.
Educação
Educação judaico-sionista, de qualidade, independentemente da origem sócio-econômica ou local de moradia da família, visando a diminuição do abismo entre as classes sociais na próxima geração. Maior qualificação e remunaração dos professores, com premiação por bem desempenho. Combate à violência nas escolas. Aumento do orçamento para pesquisa e desenvolvimento.
Segurança e exército
Esforço dentro da comunidade internacional pelo isolamento do Irã, o que contribuiria para o enfraquecimento de inimigos locais de Israel: a Síria, a Hizbalá no Líbano e o Hamas em Gaza. Qualquer processo de paz com a Síria deve ser baseado no conceito de “paz por paz”, descartando qualquer devolução territorial das Colinas de Golã, parte integral e histórica da Terra de Israel. Mudança radical nas relações com a Rússia. Não apenas nas relações bilaterais, como também no contexto das relações russo-americanas. Israel tem todas as condições de colocar-se como mediadora do diálogo entre as super potências.
Outras posições
Combate à assimilação das comunidades judaicas na Diáspora e à presença abundante de ativistas antissionistas nas organizações judaicas. Reposicionamento de Israel como uma força de união entre as comunidades judaicas do mundo. Incentivo à aliá (imigração dos judeus para Israel) e facilitação de seu processo de adaptação. Medidas que facilitem a governabilidade e aumentem a estabilidade política: aumento da cláusula de barreira para pequenos partidos se elegerem, número limitado de pedidos de votos de não-confiança em cada legislatura e limitação da influência do Poder Judiciário sobre as políticas de governo.
 Desde que existe,  Israel Beiteynu vêm propondo leis que limitariam a influência do rabinato sobre a vida quotidiana em Israel, como a possibilidade de transporte coletivo aos sábados, o estabelecimento da instituição do casamento civil no país e um projeto de lei que não permitiria mais aos ultraortodoxos a isenção do serviço militar.
Fontes:

Meretz


Fundado em 1991, o Meretz (Energia em hebraico) é um partido de esquerda sionista, criado a partir da fusão dos partidos Mapam (sionista socialista), Ratz (pacifista pró-direitos humanos) e o Shinui (de orientação secular). O partido se autodefine como social-democrata, a favor da separação total entre religião e Estado e tem como prioridade o fim da ocupação nos territórios palestinos ocupados por Israel em 1967.
Na oposição desde 2000, quando integrou o governo de Ehud Barak (Avoda), o Meretz  já chegara a ocupar 12 assentos na Knesset mas hoje é afetado pelo crescimento da direita israelense, e vê sobretudo no enfraquecimento das negociações por paz o principal motivo para a sua crise.
O Meretz se proclama atualmente o único partido de esquerda sionista, e seu lema é “Esquerda é Meretz”. O partido tem força desproporcional em Tel-Aviv e nos kibutzim fundados pelo movimento Hashomer Hatzair.
O Meretz ocupa, após as Eleições 2013, o número de 6 cadeiras na Knesset, seu melhor resultado desde as eleições de 2003.
Figuras em destaque
Zahava Galon, número 1 do partido pela segunda vez consecutiva, iniciou sua carreira política em 1984 em uma campanha pela exibição de filmes no cinema de Petach Tikvah aos sábados.  Trabalhou na ONG de direitos humanos B’Tzelem e é parlamentar desde 1999.
Outros nomes importantes são Ilan Guilon, número dois do Meretz. Ex-membro do Mapam, tem um papel importante na luta pelos direitos dos deficientes, e o economista Issawi Frej, primeiro parlamentar árabe do partido, concorrendo pela segunda vez seguida.
Como a lista é decidida?
O Meretz realiza primárias separadas para a liderança do partido e para a formação da lista. Ambas são feitas de forma indireta: todos os filiados podem eleger e candidatar-se a delegados regionais, proporcionais ao tamanho da população em cada área do país. São eleitos mil delegados, que primeiramente votam pelo líder do partido, e, posteriormente, na ordem da lista. Há reserva de vagas por gênero: a cada dois nomes deve haver um de cada sexo até o décimo da lista.
Posições do Partido

Religião e Estado
O Meretz se diz um partido judaico, mas não religioso. É contra o monopólio dos ortodoxos em relação ao judaísmo em Israel e se declara totalmente a favor da separação entre religião e Estado. O partido é a favor da liberdade religiosa; do funcionamento do transporte público no sábado para as populações locais que o desejarem; da instituição de casamento e cemitérios civis; da legitimação dos judaísmos reformista e conservador pelo Estado; e da segurança do trabalhador que não trabalhar no Shabat por questões religiosas.
Política Econômica
O Meretz oferece política econômica equitativa, justa e limpa, que acredita em um estado de bem-estar e um forte setor público, na redução da desigualdade, e na regulação e supervisão para evitar a exploração dos trabalhadores e os fundos públicos. Para o partido, o bem-estar dos seus cidadãos é indissociável do crescimento econômico. Por isso propõe três mudanças essenciais:
1) Reforma tributária e plano de redução da desigualdade social.
2) Revolução no mercado de trabalho e retorno da responsabilidade do Estado por serviços prestados a seus habitantes.
3)  Alteração da ordem de prioridade e cesse desproporcional no investimento em assentamentos e orçamento de defesa, além do pré-condicionamento de todos os orçamentos da educação estudos fundamentais ultra-ortodoxos.
Política Social
O partido acredita que Israel deva ser um Estado de bem-estar social. Para isso propõe uma legislação que garanta direitos sociais como saúde, educação, moradia, emprego, direitos trabalhistas e a construção de creches. O Meretz propõe uma reforma tributária que favoreça as populações mais pobres com programas de auxílio, além da criação de uma gama de serviços comunitários. O partido também promete dar direitos sociais e até cidadania para imigrantes e acabar com a repressão a eles.
Territórios e Processo de Paz
O Meretz apoia a iniciativa de paz da Liga Árabe, que envolve a devolução dos territórios ocupados em 1967 por Israel, com o desmantelamento de assentamentos judaicos e a criação de um Estado Palestino. Jerusalém seria dividida e tornaria-se a capital dos dois Estados. Uma solução justa para a questão dos refugiados palestinos deve ser encontrada, mas dentro do Estado palestino. A normalização das relações diplomáticas de Israel com os países árabes deve ser uma consequência do acordo.
O Meretz apoia a paz com o Líbano de acordo com os princípios da Linha Azul. O partido acredita que seja possível um acordo de paz com a Síria que teria início com o fim da guerra civil e a devolução do Golan, que seria desmilitarizado e seguiria fornecendo água para Israel.
Educação
O Meretz acredita que a educação é a chave para uma sociedade democrática, igualitária e bem sucedida, e afirma que o último governo fez uso descarado e cínico do sistema de ensino para promover a agenda da direita. Para o partido, o sistema deve ser focado em habilidades e valores. Deve-se assegurar que todas as escolas ensinem o currículo básico, tenham um orçamento igualitário e aumentar o salário dos professores. A educação obrigatória deve ser desde os três meses.
Também é proposto o aumento do orçamento das universidades e faculdades públicas. Estudantes universitários que não puderem pagar seus estudos serão financiados pelo governo.
Segurança e exército
O Meretz acredita que a criação do Estado Palestino trará paz e segurança para os israelenses, e dará fim ao ethos militar que domina a sociedade. Em relação ao Irã, o Meretz apoia as iniciativas internacionais que visam prevenir a produção de armas nucleares.
O partido propõe, antes que se alcance a paz, o serviço militar profissional, com direito a salário mínimo, igualdade entre homens e mulheres, e a desmilitarização da política.
Outras posições
Outros três fatores são tratados pelo partido como prioridades: uma reforma política que dê fim à corrupção dentro do governo e de partidos políticos; o desenvolvimento do Negev, região mais pobre do país; e uma legislação especial de direitos humanos dentro do código civil de uma futura constituição, que garanta direitos especiais para as mulheres e minorias, e que seja estabelecida o quanto antes.
Fontes:

Yachad Ha’am Itanu



As eleições de 2015 vão apresentar dois novos partidos. O Kulanu do ex-ministro da comunicações Moshe Kahlon, e o Yachad Ha’am Itanu (Juntos o Povo Está Conosco), do ex-ministro do Interior, Eli Ishay (foto), recém saído do partido religioso Shas.
Eli Ishay foi líder do tradicional partido político israelense Shas de 2000 até 2013. Sua nomeação só se deu por conta de uma condenação do antigo líder, Arieh Deri, por corrupção e desvio de verba pública. Deri foi preso durante três anos e impedido de voltar a política por outros dez. Exatamente os treze anos que formam o período de liderança de Eli Ishay.
A partir do momento em que pode voltar a política, o rabino Ovadia Yosef, líder espiritual do partido Shas, determinou o retorno de Deri a liderança do partido.
Após um ano como número dois, desavenças políticas fizeram com que Ishay decidisse formar seu próprio partido político – o Yachad Ha’am Itanu.
O Yachad Ha’am Itanu não tem site oficial. O único site que apresenta as propostas do partido está no nome do próprio líder, http://www.elieyshay.com/.
Nele, podemos ver que não há muitas diferenças entre o novo partido e o Shas. Segundo a visão do partido, os princípios da Tora devem prevalecer no estado de Israel, a educação judaica e a defesa dos direitos dos jovens religiosos de não terem que servir o exército, e poderem seguir seus estudos nas academias rabínicas (yeshivot).
E somado a isso, uma atenção especial a justiça social, também justificada pelos princípios judaicos de Maimônides, que serve como uma forma de buscar os eleitores mizrahim que se encontram nas camadas menos favorecidas da sociedade.
Nos últimos dias, o partido se associou ao Otzma Yehudit (Força Judaica), partido ultra-direitista, para montar uma lista conjunta de candidatos para estas próximas eleições.
Eli Ishay, vale lembrar, serviu o exercito de Israel e tem uma posição consideravelmente mais a direita do que seus antigos colegas do Shas. Muitas vezes, como durante a Segunda Guerra do Líbano em 2006, Ishay gerou muita polêmica ao dizer que os maus resultados da guerra eram causados por um afastamento da religião por parte dos soldados israelenses.
Alem disso, Eli Ishay foi um polêmico ministro do Interior.  Amir Szuster, teve um trabalho publicado sobre “Considerações políticas na distribuição de transferências públicas do governo para as cidades  e municípios entre 2002-2010”, onde encontrou indícios de que, no período em que Eli Ishay esteve no poder, as transferências de verba para municípios politicamente alinhados com o Shas foram significativamente maiores do que para outras cidades. Outra polêmica envolvendo sua atuação foi a expulsão de imigrantes africanos. Mas o que o deixou conhecido internacionalmente foi a declaração, durante a Operação Pilar Defensivo (2012), afirmando que Israel deveria devolver Gaza à Idade Média.
Nas últimas eleições, o Shas obteve 11 cadeiras. As pesquisas, até agora, mostram o Yachad com três ou quatro cadeiras e o Shas com sete. Ou seja, parece que a divisão não alterou em nada o público fiel e conservador do partido de origem.
Resta saber qual será o destino do Yachad Ha’am Itanu. Se ele veio para ficar, ou se apenas se trata de um fenômeno passageiro.

FONTES: HAARETZ, CONEXÃO ISRAEL, WALLA, WIKIPÉDIA, GOOGLE



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