ALIÁ... DISTÂNCIA....BRASIL, ISRAEL... É TRANQUILO?

O tempo parece que brinca com a gente.
Tudo que é bom passa muito rápido e o que é ruim dá a sensação de durar uma eternidade.
Desde o dia em que comprei a passagem para  o Brasil, comecei a fazer a contagem regressiva controlando a ansiedade e a vontade de matar a saudade de pessoas muito amadas.
O dia chegou e lá  estava eu saindo do avião com o coração batendo rápido, querendo chegar logo ao portão de saída para abraçar muito apertado os meus filhos queridos.
Estava finalmente em terras Brasilis. Voltava para a casa paulista para reviver e viver momentos deliciosos em São Paulo.
Muitas pessoas me abordaram ao longo desses dias sobre a vida em Israel. 
Várias pessoas cansadas de lutar no Brasil, insatisfeitas com suas vidas, condições e desejando mudar seus rumos.
Passeei, revi algumas pessoas, fiz um curso bem bacana, divulguei minha arte, fui ao cinema, comi coisas gostosas, enfim... de tudo um pouco, mas senti que ser turista em São Paulo é bem diferente de viver lá.
Em nenhum momento me arrependi de ter feito essa mudança radical em minha vida. 
Hoje me considero uma aventureira que se deu a chance de experimentar, alçar vôos em outros ares, mas claro, com boas doses de pés no chão.
Não sei se é para sempre, pois para sempre e nunca mais são termos muito pesados para serem afirmados nesse caso, mas hoje tenho certeza de ter feito a escolha certa.
 Eu criei não sei de onde a coragem de parar um processo e começar uma nova história aos 52 anos de idade. Essa coragem  veio de sonhos de menina, de uma vontade antiga de morar em Israel.
Me perguntaram se sou feliz....
Veja bem... A felicidade não é estática, assim como a angústia, a tristeza...
São processos que acontecem ao longo da vida e terminam apenas com a morte.
Tenho momentos muito felizes sim. Mas tem aqueles dias nos quais o desânimo se torna uma sombra que me persegue.
Mas eu reajo, não me deixo abater. Olho para trás e começo a somar tudo que consegui realizar em dois anos e vejo que apesar de todas as dificuldades tudo valeu, está valendo a pena.
Meu conselho... pense, coloque metas e objetivos, se desapegue de conceitos e preconceitos, se dê a chance de refazer seus caminhos, de começar uma nova história, seja no Brasil, Israel ou aonde for. Não pense que vai conseguir trabalhar em sua profissão logo de cara. E se tiver alguma renda mensal, melhor ainda para quem tem acima de 40 anos e já não consegue encarar trabalhos físicos mais pesados.
Nunca é tarde para isso.
Sempre digo... melhor se arrepender do que fez do que aquilo que não fez.
Tente, consiga, tenha fé e seja feliz!!! Mas pesquise muito antes de tomar alguma decisão.
Estou no início do meu terceiro ano em Israel.
Ainda luto para aprender o hebraico, e agora esse é um dos meus objetivos primordiais, pois sem a língua local, tudo fica mais complicado.
Hoje o que mais me incomoda de fato é a distância física das pessoas que amo. 
Poxa... também sinto falta do domingo. Aqui domingo é como segunda feira  e muitas vezes mais uma folguinha faz uma falta danada.
Existem claro, meios pela web que nos aproximam, mas ainda não inventaram algo que possamos sentir o toque , o calor de um carinho, de um abraço estando longe.
Enfim... vou driblando essa parte  e curtindo os amores que tenho em Israel.
E a vida segue em frente, sempre acreditando, com muita fé que tudo dará certo.
Boa sorte!!!!



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